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Praga de ratos encerrou por duas vezes meio de saúde em Coimbra
Em declarações à sucursal Lusa, ao início da tarde de hoje, a diretora clínica para os cuidados de saúde primários da Unidade Sítio de Saúde (ULS) de Coimbra, Almerinda Rodrigues, confirmou que as instalações estão hoje encerradas ao público para ser feita uma avaliação das condições do prédio.
De convénio com a mesma manancial, a presença dos roedores foi detetada há mais de uma semana, aquando de uma limpeza de terrenos circundantes ao meio de saúde, iniciativa externa àquela unidade, localizada na margem esquerda do rio Mondego.
“Houve uma limpeza de terrenos circundantes ao centro de saúde e os ratos que estavam nesses terrenos entraram para o edifício. Foi-nos sinalizado esse problema pelos profissionais e, de imediato, contactámos a Câmara Municipal”, disse Almerinda Rodrigues, aludindo à transferência de competências na extensão da saúde, que remete a responsabilidade dos edifícios para a autonomia.
A mesma responsável indicou que foi feita uma desinfestação “nesse próprio dia”, o que levou a que o meio de saúde tenha estado encerrado uma primeira vez, durante 24 horas, na última semana, em data não revelada.
“Hoje entendeu-se que seria necessário encerrar de novo. A própria ULS contratou uma empresa especializada, no sentido de fazer o ponto de situação e a avaliação das condições de segurança para os doentes e para os profissionais. Percebemos que era melhor encerrar, para fazer as coisas em condições, com a devida higienização”, observou Almerinda Rodrigues.
Embora espere que na terça-feira já seja provável reabrir a unidade de saúde, a diretora dos cuidados de saúde primários indicou que “não é 100% seguro” que assim seja e esteja tudo resolvido.
“A nossa intenção e o nosso objetivo é reabrir o centro de saúde em condições de segurança para todos”, argumentou Almerinda Rodrigues.
Explicou ainda que a empresa de desratização “foi ao centro de saúde por duas vezes e só faltou fazer a parte da avaliação final”, procedimento que, segundo Almerinda Rodrigues, permite perceber se a unidade estava em condições para reabrir as portas aos seus utentes e profissionais em condições de segurança e salubridade.
Questionada sobre o porquê de ter sido necessário recorrer a uma segunda empresa, dissemelhante daquela que fez a desratização, a responsável da ULS de Coimbra afirmou que a empresa original poderia tê-lo feito, “mas ia demorar mais tempo”.
“O papel da ULS aqui, para além de estarmos sempre atentos ao que se estava a passar, foi de agilizar as coisas, no sentido de rapidamente se perceba se a desinfestação correu bem — em princípio terá tido sucesso, porque não apareceram mais ratinhos — mas queremos ter a certeza e agilizámos com esta segunda empresa”, justificou Almerinda Rodrigues.
Vincando que a limpeza dos terrenos circundantes não foi da responsabilidade do Núcleo de Saúde de São Martinho do Papa (que fica do outro lado da rua do Hospital Universal, divulgado porquê hospital dos Covões), a diretora expressou que esta unidade de saúde não terá sido afetada pela praga de ratos.
Face ao fecho do meio de saúde, a ULS de Coimbra articulou procedimentos com a urgência do hospital dos Covões, para que utentes com doença aguda se possam guiar àquele serviço enquanto a unidade estiver fechada.
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11 Novembro 2024