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Ministra da Saúde visitante hoje INEM e deverá ser confrontada no Parlamento

Ministra da Saúde visitante hoje INEM e deverá ser confrontada no Parlamento

A visitante de Ana Paula Martins à sede do Instituto Vernáculo de Emergência Médica (INEM), em Lisboa, está agendada para as 15:30, mas antes a governante vai ser ouvida na Tertúlia da República sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2025.

 

Apesar de esta audição conjunta nas comissões de Saúde e de Orçamento, Finanças e Gestão Pública ser sobre a proposta orçamental para o próximo ano, Ana Paula Martins deverá ser confrontada com os atrasos registados na risco 112 e no acionamento dos meios de socorro.

Depois de se terem verificado pelo menos 10 mortes alegadamente relacionadas com falhas na resposta do INEM, foram abertos vários inquéritos e diversos partidos da oposição pediram diretamente a destituição da ministra da Saúde, enquanto outros desafiaram o primeiro-ministro a julgar se Ana Paula Martins tem condições para se manter no função.

Na resposta, Luís Montenegro considerou que as dificuldades no INEM não se resolvem com a destituição de Ana Paula Martins, alegando que a consequência política a tirar passa por resolver os problemas do instituto.

A bancada do PS já pediu também para que o presidente do instituto que coordena o Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), Sérgio Janeiro, seja ouvido na Percentagem de Saúde urgentemente, alegando a premência de “apurar responsabilidades pelo colapso” do sistema, um requerimento que vai ser votado hoje à tarde.

A falta de recursos no INEM, incluindo de técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH), tem sido recorrente nos últimos anos, mas ficou mais evidente em 04 de novembro, quando 46 meios de socorro pararam durante o vez da manhã e 44 durante o vez da tarde, além da vagar no atendimento de chamadas no Núcleo de Orientação de Doentes Urgentes (CODU).

Essa situação deveu-se à paralisação da função pública que se realizou nesse dia, mas também à greve dos TEPH às horas extraordinárias, que foi, entretanto, cancelada depois de uma reunião de emergência na quinta-feira entre o Ministério da Saúde e o sindicato da classe.

Na véspera da suspensão da greve, o juízo diretivo do INEM foi obrigado a implementar várias medidas de contingência para melhorar o funcionamento dos seus CODU, uma vez que a geração de um fluxo de triagem para chamadas com tempo de espera superior a três minutos, a integração de enfermeiros nos CODU e a revisão dos procedimentos de passagem de dados às equipas no terreno.

No término de semana, o instituto garantiu que os tempos médios de atendimento registaram, em média, 20 segundos de espera, uma vez que resultado das medidas implementadas na semana anterior.

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12 Novembro 2024

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