Última Hora

Festival Curtas Vila do Conde com mais de 200 filmes na 32.ª edição

Festival Curtas Vila do Conde com mais de 200 filmes na 32.ª edição

[[{“value”:”

As honras da sessão de abertura cabem a um cineconcerto de João Gonzalez, que revisita a filmografia anterior, incluindo ‘Ice Merchants’, a curta de animação de 2022 premiada em Cannes e a primeira obra cinemática portuguesa nomeada aos Óscares, pelas 20h00 de sexta-feira.

O realizador tem passado pelo Curtas desde 2017, com ‘The Voyager’, um dos filmes que serão exibidos nesta sessão, ao lado de ‘Nestor’, ‘Le ravissement de Frank N. Stein’, ‘Father and Daughter’ e ‘Goodbye Jérôme’, com uma banda sonora alternativa tocada ao vivo pelo próprio cineasta.

Daí, o festival embarca para 83 sessões que mostrarão os 239 filmes do programa oficial, de 45 países, a que se juntam três aulas, nove conversas e outros destaques da programação paralela.

As competições voltam a estar divididas pelas categorias Nacional, Internacional, Experimental, Take One!, My Generation, Curtinhas e Vídeos Musicais.

O festival tem trazido, em média, cerca de 25 mil espectadores por edição, segundo a organização, e este ano apresenta vários regressos nas várias secções, bem como primeiras obras e participações de valores emergentes do cinema internacional e nacional.

Na competição nacional estão trabalhos de Isadora Neves Marques, Inês Lima e Daniel Soares, depois da estreia mundial no festival de Cannes, com Patrícia Neves Gomes, Maria Trigo Teixeira e Margarida Assis entre as estreias.

De regresso estão Margarida Vila-Nova e também a dupla Alexandra Ramires e Laura Gonçalves, com a curta ‘Percebes’, já premiada no festival de animação de Annecy, um dos maiores do género.

Na secção internacional, Corina Schwingruber Ilic marca presença pela quarta vez, com ‘Been There’, numa lista que inclui duas obras premiadas em Roterdão, ‘Few Can See’, de Frank Sweeney, e ‘Workers’ Wings’, de Ilir Hasanaj, além de ‘Making Babies’, de Eric K. Boulianne, distinguido em Locarno, e ‘The Man Who Could Not Remain Silent’, de Nebojsa Slijepcevic, em Cannes.

Elena López Riera, que venceu o grande prémio do Curtas em 2019 e teve um programa a si dedicado no ano seguinte neste festival, regressa com o documentário ‘Las Novias del Sur’.

O júri das competições internacional e nacional é composto pela cineasta espanhola Laura Ferrés, a programadora Jing Haase, a montadora Laure Saintmarc, o programador Miguel Ribeiro e a também programadora Caroline Maleville.

Numa das atividades do certame, uma performance musical junta a banda HHY & The Macumbas ao coletivo Lunar Ring, onde os ambientes visuais serão gerados através de imagens criadas, no momento, por inteligência artificial.

“[A IA] faz secção do presente e teremos de viver com ela no horizonte. Vamos ter de aprender utilizar e dosear esta tecnologia. Fará secção das nossas vidas e também da geração na extensão do cinema. Vamos crescer, apreender, refletir e perceber se fará, ou não, secção da vida deste festival”, partilhou Nuno Rodrigues, um dos fundadores e organizadores do Curtas, durante a apresentação do festival.

A troço Stereo, dedicada à relação do cinema à música, contará ainda com a estreia pátrio de ‘A Pedra Sonhar Dar Flor’, do realizador Rodrigo Areias, fundamentado na obra de Raúl Brandão e musicado ao vivo por Dada Garbeck, no domingo.

Fora do Teatro Municipal de Vila do Conde, no caso na Lar de Xisto, nota para a atuação de Lula Pena, no dia 17, dois dias antes de, já no teatro, os músicos Filipe Melo e João Pereira se juntarem à atriz Beatriz Batarda para uma geração em torno de ‘La Jetée’, de Chris Marker.

A Solar — Galeria de Arte Cinemática inaugura no sábado a exposição ‘Efforts of Nature IV’, do artista e jornalista londrino Morgan Quaintance, um dos autores em destaque no festival.

A par de Quaintance, nota para o foco no trabalho da espanhola Laura Ferrés, a retrospetiva integral do trabalho de Alberto Vázquez e a estreia pátrio da longa do heleno Yorgos Zois, ‘Arcadia’.

No campo dos convidados, o principal destaque vai para a presença do francesismo Bertrand Mandico, realizador que tem cá um foco com grande secção das suas curtas em exibição, muito uma vez que uma epístola branca para programar filmes que o influenciaram – a seleção vai de Federico Fellini a Tony Hill e Bogdan Dziworski.

A par de três longas metragens exibidas com a participação da atriz, Elina Löwensohn estará também em Vila do Conde para uma conversa com o realizador, em formato entrevista.

Leia Também: Vem aí o ‘Shrek 5’. Filme deve chegar aos cinemas em 2026

“}]]Manadeira :  Notícias ao Minuto – Última Hora 

 

10 Julho 2024

Comments are closed.