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Empresa garante que trouxa do navio que atracou em Lisboa não inclui armas
“A carga em questão está em total conformidade com as leis e regulamentos nacionais e internacionais. A carga a ser transbordada não inclui nenhuma arma ou munição militar”, assegurou a Maersk Denver, numa nota enviada à Lusa.
O navio em razão atracou, no sábado, em Lisboa, depois de ter sido impedido de arrimar em Espanha.
O grupo esclareceu ainda que a trouxa está a ser transportada em nome dos EUA, no contextura do programa de cooperação de segurança EUA-Israel.
A Maersk disse ter fornecido todas as informações necessárias “com bastante antecedência”, cumprindo o procedimento estabelecido, não tendo recebido, até logo, qualquer revelação de preocupação por segmento das autoridades.
“[…] As autoridades portuárias não utilizaram a oportunidade de inspecionar a carga, que permanece disponível para inspeção a qualquer momento”, sublinhou.
Por outro lado, disse ter consultado as autoridades espanholas para saber porque é que a ingresso do navio naquele país foi negada, tendo em conta que a trouxa não é dissemelhante de outras remessas transbordadas no porto.
No sábado à noite, dezenas de pessoas manifestaram-se contra a atracagem, em Lisboa, de um navio que, segundo o líder parlamentar do Conjunto de esquerda, Favian Figueiredo, tem estado “na rota do genocídio” em Gaza e tem sido “central no armamento de Israel”.
A denúncia partiu da campanha Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) a Israel, que indica que o navio fez, nos últimos meses, centenas de transportes ilegais de armas para Israel, através do porto espanhol de Algeciras.
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10 Novembro 2024